segunda-feira, julho 27, 2009

27 de julho - nômades

Hoje o banheiro masculino já tinha sido consertado, então tomamos banho no lugar certo. Tomamos café e saímos ainda mais cedo, em direção à família nômade. Passamos primeiro em Ulan Bator para pegar Aguan, da família, que tem 27 anos, e também pra comprar outras coisas como suco de laranja, água e biscoito pra levar com a gente enquanto estivermos com a família, caso a gente precise.
Depois de viajar umas 3 horas chegamos na família nômade. Eles têm 40 cavalos, e juntando cabras e ovelhas, 300 cabeças. Eles não têm iaques, e receberam a gente com praticamente a mesma coisa que a primeira família que vimos, mas tudo feito a partir do leite da vaca. Também era tudo ruim, inclusive o iogurte, que não tinha açúcar. Pouco tempo depois, já era 1h da tarde, hora do almoço. E não foi tão ruim. Sopa de macarrão com carne, só um pouco muito salgada.
Assim que acabamos de almoçar, descansamos tipo meia hora e saímos pro Deserto de Gobi, um pelo menos um pedacinho dele. Era longe, uns 50 km, mas de estrada de cascalho, e que balançava demais. Não dava pra gente ir tão longe, por que a mini-van iria atolar na eria. Andamos um pouco, e deu pra ter um gostinho (literalmente) do deserto. Vimos plantas típicas, um pouco da areia, e vários insetos.
Voltamos do deserto e passamos em uma outra Reserva Natural, chamada Hustai, que faz muita pesquisa sobre fauna e flora daquela região da Mongólia, e especialmente sobre um cavalo, em extinção; Przewalski Horse, que eles pegam de alguns lugares do mundo e levam pra lá. Vimos também umas marmotas no caminho, mas nosso barulho assustava, e não era fácil tirar fotos.
Chegamos de volta na família e fomos finalmente pra nossa cabana (chama Ger, em inglês) e dormimos um pouco, até a hora da janta. E também foi bom, tipo os pastéis que comemos durante a caminhada, só que dessa vez também tinha batata, e bebemos chá preto que, na verdade, não tinha gosto de nada. No final tomamos um pouco de vodka, que foi bom pra esquentar já que estava muito frio. Até que nossa guia perguntou se a gente queria jogar uns joguinhos típicos daqui, mas a gente estava muito cansado, e tínhamos que acordar no outro dia às 05:30, então fomos dormir.





como as coisas mudam! cabana com a familia nômade


banheiro


recepção


famílias


entregando os presentes


sempre acontece...


hmmmmmmmmmmmmm


Deserto Gobi








=)




frio!


jantar




Lareira

domingo, julho 26, 2009

26 de julho - Ulan Bator

Acordamos cedo e tomamos banho “com as mulheres” de novo. Tomamos café mais cedo, já que às 09:00 nossa guia ia pegar a gente. Fomos para Ulan Bator para fazer as visitas. Pimeiro, visitamos uma estátua do Buda, feita há mais ou menos 3 anos, e percebe-se que as redondezas ainda não estão prontas. É como se estivessem tornando a cidade mais turística, por que a democracia só começou em 1990, e foi aí que o turismo começou, e ainda não é algo muito comum. Mas com tanta história, parece que eles já perceberam que o turismo pode ser uma boa ideia. Depois do Buda, subimos 250 degraus até um monumento em homenagem aos guerreiros que ajudaram a Rússia na Segunda Guerra Mundial. De lá, tivemos uma vista bonita de toda a cidade, e depois disso passamos em um local onde pessoas que seguem o “Shamanismo” se reúnem, uma vez por ano, normalmente durante a primavera e rezam, e celebram alguma coisa.
Fomos então usar a internet de novo. Depois disso passamos em uma loja de Souvenir, mas para comprar coisas pra mulher é sempre tão difícil! Já eram 13:30, então almoçamos no ZING Restaurant, e foi muito bom. Primeiro, uma salada, depois Sopa Francesa, e depois carne, purê e umas verduras, e estava tudo muito bom. Depois do almoço passando pelo National History Museum de Mongólia, e tem realmente muita história. Desde o início da humanidade havia coisas especiais na região da Mongólia, e depois no império da época de Chinggis Khan, quando o império chegava até onde hoje é a Europa. Ferramentas de todas as épocas, desde pedras simplesmente pouco trabalhadas, passando por roupas que carregavam algo para limpar unhas, orelhas, pinça, dentes e língua, e chegando a metralhadoras automáticas. Roupas típicas de cada “tribo”, que ocupavam regiões diferentes, e as peculiaridades de cada um. E os processos de Revolução, Independência, Socialismo e, finalmente, a Democracia.
No final do museu tinha um cara como em Paris, que escrevia o nome da gente na caligrafia antiga da Mongólia. Depois disso, fomos no supermercado comprar “presentes” para a família nômade com quem vamos passar os próximos dois dias. Voltamos pro resort, jantamos, deixamos as malas prontas para amanhã, e fomos dormir mais cedo.





Buda gigante


monumento











monumento para os "shamanistas"




Zing Restaurant


Almoço


Natural Museum


















meu nome!














"Bárbara"






Souvenir House


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Natural Museum - Ulan Bator, Mongolia